
Estava passeando e o comprei na loja. Veio até mim querendo ser meu. Paguei. Ganhou um lugar especial em cima da estante, ali perto das gavetas. E de lá era admirado, como um grande achado que merecia distância para ser preservado. Mas eu queria mais, era necessário sentir a qualidade do trabalho, observar atentamente os seus detalhes e saber pontualmente cada curvilínea por entre seus contornos. E o "mais", por tanto do quanto acabou se revelando. Mais do que imperfeição fora encontrada, a imperfeição ao menos seria esperada. Para o boneco de porcelana, seus pequenos defeitos eram perfeitos demais pra não serem admirados. E agora, estar em cima da estante não é mais tolerado.

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