sábado, 24 de novembro de 2007

Caminhar

Não era de se esperar que a distância fosse necessária para a união de duas pessoas. Nesse paradoxo chato e quase sem sentido dá para perceber como sentimentos penumbram realidades e corações. Os corações fortes acreditam serem frágeis assim como os frágeis acreditam serem fortes. Todos cegos diante do óbvio, nenhum disposto a enxergar. Quando passam a ver, dói. É a hora de reclamar por que todos são injustos e a vida não é bem como gostariam, por que desejam coisas e as conseguem. O problema é que acabam por desejar todas as coisas erradas, e lá está o grande coração sozinho, desiludido pela luz do prisma da vida que finalmente atinge os seus olhos. Mas como se diz um sábio antigo: "as vezes é necessário cair para aprender a não cair ou, simplesmente, para aprender como se deve levantar". Mas isso, como tudo na vida, é uma escolha. Porque devemos escolher e saber a diferença entre não errar mais ou errar melhor. O quanto se ganha, o quanto se perde. É um dilema, onde a escolha de um fatalmente levará a perda do outro. Mas nem por isso se deixa de seguir em frente e continuar vivendo sem os problemas de um, com os problemas do outro e com as alegrias de outro, sem as alegrias de um. É por isso, e só por isso, que nunca deixamos de crescer e aprender. Há sempre um novo caminho.

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